Numa das minhas últimas idas à retrosaria ( a sério, eu não posso ir a esta loja), apaixonei-me por esta estampa e pensei logo que ficaria o máximo numa t-shirt para a minha filha.
Coloquei-a em cima da t-shirt, depois coloquei um pano e com o ferro bem quente passei várias vezes por cima da estampa.
O cabelo não aderiu a 100% e vou ter que dar uns pontos à mão para fixar melhor, mas o resto da estampa ficou bem colada. Resta saber como vai reagir às lavagens.
Não ficou direitinha, direitinha como eu gostaria que tivesse ficado, são muitas peças em separado e é preciso algum cuidado para que as mesmas não se movimentem, mas depois quando a filha a vestir certamente que não se notará.
tardia e fora de tempo destrói as ainda poucas flores do nosso jardim. E dificulta as minhas limpezas, a tinta não seca, os cortinados não podem ser lavados e estendidos e o sótão está virado do avesso, mas a caminhar devagar para o esperado.
desperta manjerona e manjericão. A salsa continua adormecida e quero aumentar o número de ervas aromáticas, mas falta-me vasos bonitos.
Entretanto, os miúdos resolveram colocar grão envolvido em algodão humedecido num copinho de vidro e todos os dias espreitamos a evolução. O pequeno, apesar de não perceber estas coisas também tem um copo só dele (idéia dos manos).
estão a correr bem e o meu futuro espaço de crafts, manualidades, o que lhe queiram chamar, está definido. Falta agora transferir todos os materiais e ferramentas. A limpeza do sótão tem ocupado muito do meu tempo. Tenho que afastar a imensa tralha, limpar, pintar, voltar a limpar e por fim selecionar o que vou guardar e o que vou reciclar ou deitar fora. São mais de dez anos de acumulação, e por mais boa vontade e esforço não se resolvem em meia dúzia de dias, especialmente com todos os meus outros afazeres.
Mas é bom ver o espaço a ficar limpo e com áreas definidas. E a minha casa de bonecas aguarda há muito o meu tempo e dedicação. A ver se é desta.
Perguntava-me a filha enquanto eu estendia a roupa. Então não?! Isso lá é oportunidade que se perca. Eu fiquei com as peças grandes e ela com as pequenas.
-Odeio estender as cuecas dos rapazes, mãe.
Rimos as duas.
-Mas filha, estão lavadinhas e até cheiram bem.
Lá continuou a sua tarefa. Pelo meio foi-me contando o seu desejo de um dia trabalhar com golfinhos, isto porque recentemente visitou o Jardim Zoológico de Lisboa.
-Ó mãe, quando eu trabalhar com os golfinhos, depois vou ter que dar beijinhos na boca aos leões marinhos.
São os ossos do ofício.
Começaram cá por casa e gosto de ver as paredes limpas, sem rabiscos e mãos dos pequenos e gosto do cheiro a limpo. Uma vez que o tempo agora anda de mãos dadas comigo, estou a criar um espaço mais acolhedor para mim no sótão, onde possa costurar sem ter que estar sempre a guardar a máquina e onde ao mesmo tempo consiga “dar um olhinho” aos miúdos. Vou acabar por libertar espaço no escritório ao qual poderei dar outro uso.
E é incrível a quantidade de objetos que se acumulam ao longo dos anos, ainda tinha várias caixas vazias de pequenos eletrodomésticos que já ultrapassaram em muito os primeiros quinze dias de vida. Espera-me uma grande missão pela frente.
Percorremos os terrenos junto da nossa casa. Aos poucos fomos colhendo papoilas, malmequeres e outras flores do campo. As espigas de trigo nasceram no nosso jardim junto ao galinheiro. Faltou o ramo de oliveira, a videira e o alecrim que não encontramos por aqui. Ficou o passeio em família, o cumprir de uma tradição que aos poucos se perde. Na escola dos mais velhos, explicou-se o significado deste dia e a minha filha explicou tudinho a quem quis ouvir.












