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2015-2016

Cresceu
Este ano temos sofrido tantas perdas na nossa matilha que, ainda nem me parecem reais.Esta nossa pequena começou a saltar o portão da nossa casa e a fugir para a rua.Apesar dos nossos esforços para contrariar esta situação, lá foi encontrando formas de continuar a dar as suas voltinhas. Um dia pela manhã, já tinha saído e acabou por nunca mais voltar.
A notícia do seu atropelamento chegou dias mais tarde. 😦

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Junho

Bolo do pai
Por norma, Junho é um mês agitado, dois dos homens desta casa celebram o seu aniversário e depois entre familiares e amigos são quase mais dez a celebrar o seu dia especial neste mês.
Eu tenho andado completamente isolada destas comemorações, corro para um lado para logo a seguir correr para outro. Questiono-me se no meio de tanta correria, se não estarei a perder os momentos que realmente importam. Tenho quase a certeza que sim. Mas a vida por vezes tem destas coisas, não se consegue construir sem fazer alguns sacrifícios e começar do zero é penoso.Ultimamente têm acontecido percalços e mais percalços que nos levam a paciência, que nos dão cabo do orçamento familiar.No outro dia ao fechar o portão do monte, um dos encaixes de ferro partiu-se, e pergunto-me como é que um portão de ferro se parte…Também há pouco tempo, o pai desta casa teve um furo no pneu quando ia a caminho do trabalho, nesse mesmo dia, também eu tive um furo no pneu. São demasiados percalços e eu que sou tão positiva começo a desesperar.

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Fevereiro no Monte

Monte
Os dias têm sido caóticos.Sempre que abro o portão, sinto um aperto no coração, nunca sei o que me espera.E aquele silêncio incomoda-me.O galo escapou ao ataque, mas perdeu a seu ar altivo e deixou de cantar, ainda a recuperar, é evidente o quanto sente falta das suas meninas.Também eu, mas por agora estamos assim.E que raio de cães os nossos, que em vez de proteger, ainda ajudam no que não devem.E não deixo de pensar na quantidade de situações que aqueles dois já me arranjaram, já era tempo de sossegarem.
Todo o meu trabalho e dedicação de meses desapareceu em segundos e tomar consciência de que futuro nenhum mudará isso, deixa-me difícil.Recomeçar trará sempre consigo um gosto a revolta.E ando assim…

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Já lá vai

Os rapazes têm estado de molho. E fico sempre muito assustada com os sons de violino da respiração do mais velho. Porque sei que, rapidamente a “coisa” complica-se. Felizmente, já lá vai. E o grandalhão já pula e faz disparates. O pequeno mesmo doente, não deixou de pular e de fazer disparates.

E bem vistas as coisas, eu prefiro os disparates, não me dão tanto cabo do coração.

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O quarto dos rapazes

Quarto dos rapazes

A já muito prometida reparação ao quarto dos rapazes teve início esta semana e para meu desespero está longe de estar terminada. Tudo começou com o chão estragado pela humidade. Ainda tentámos encontrar quem fizesse este tipo de trabalho, mas ou não tivemos sorte, ou a grande maioria das empresas estão pouco interessadas em pequenos trabalhos. Resolvemos então que eu mesma colocaria um novo piso flutuante. E já que o chão iria ser novo, porque não renovar a pintura do quarto? Agora que a casa foi pintada por fora, em princípio não teremos a visita da senhora humidade nos próximos tempos (esperemos!).

Optei então por pintar duas paredes de branco e duas de azulão. A mobília será a mesma, apenas irá ter outra disposição.

Quarto dos Rapazes

O rapaz mais velho está animado e para já continua a dormir no sofá. Transformar duas paredes azuis em paredes brancas é um trabalho de persistência que requer várias camadas de tinta. Também o teto sorriu para mim e levou com tinta branca em cima. É o que dá fazer-me esses sorrisos.

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Perder

Jardim

É sempre muito complicado perdermos pessoas das quais gostamos. São notícias que nos gelam o coração e que cá por casa têm que ser explicadas aos mais pequenos, com palavras bem escolhidas. Nada fazia prever que tal acontecesse e fica um vazio, um grande vazio. Ficam as lembranças da sua alegria de viver, do grande amor que tinha pelos seus, uma grande senhora.

😦

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O Galinheiro

Galinheiro

Os meus dias têm sido passados a reconstruir o galinheiro do nosso quintal. Eu, o martelo, os pregos e a minha falta de força. O que vale é o pai desta casa, que depois do trabalho, resolve em minutos o que tentei fazer numa hora. Depois consegui entornar a lata da tinta ( uma coisa que nem todas as pessoas conseguem), tinta que me faz falta, enfim… Pelo caminho lá vou martelando e o galinheiro ganhando forma.

Ajudante

E tenho uma pata canina solidária comigo. Esta minha cadela é uma companheira inseparável.