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A “Tuti”

Lucy
Havendo espaço exterior, sempre achei que não fazia muito sentido ter animais dentro de casa.E a presença diária desta pequena cá dentro, prova isso mesmo. Já perdi a conta aos estragos que ela já fez e que pelo vistos vai continuar a fazer, sem fim à vista.
Lucy
Tirando esse pequeno senão, é um doce de cadelinha, super mimada por todos, é atenta ao que de anormal se passa no lar.Protectora dos seus donos, ser pequena para ela não é problema.É destemida, a nossa Lucy, ou Tuti como carinhosamente lhe chamamos.

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Colheita

Amoras Silvestres
Temos dedicado algum tempo a colher amoras silvestres.É um trabalho de equipa.Como não conseguimos obter grandes quantidades de uma só vez, já que o fruto vai amadurecendo, opto por congelar logo após a colheita.Quando a quantidade de amoras é significativa, deixo descongelar e utilizo-as.Esta semana fiz compota, uns frascos para oferecer e outros para consumo interno.Quero voltar a repetir e seleccionar algumas para fazer gelado.

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Cartas de Amor

Cartas de amor
Com o desaparecimento físico da minha avó, comprometi-me a recolher a mobília e objectos que restassem após a divisão pelos herdeiros.Apesar de a grande maioria do que restou não ter qualquer valor monetário, achei que não devia deixar que fosse largado no contentor do lixo mais próximo.Alguns móveis não têm salvação possível, mas há alguns que depois de devidamente recuperados ainda vão chamar muito a atenção. Estou encantada com uma arca antiga que pertenceu à minha bisavó, mas que como é tão pesada ainda não consegui transportá-la.
Encontro-me neste momento a percorrer vários papéis que existiam e a seleccionar o que realmente valerá a pena guardar.São vários os documentos relacionados com a actividade profissional do meu avô, muitos deles datados antes do meu próprio nascimento.
Foi no meio desses documentos, num envelope discreto que encontrei estas cartas e uma fotografia muito antiga de uma mulher.São cartas para o meu avô, com palavras ternas e apaixonadas, escritas num tempo em que não se podia expressar os sentimentos mais fortes de qualquer maneira. Foram guardadas durante muitos anos pelo meu avô e depois do seu desaparecimento ficaram por ali perdidas, sem merecerem a atenção de ninguém.
E dou por mim a pensar que se este amor tivesse “vencido”, tudo seria diferente. A nossa vida é sem dúvida, o resultado daquilo que fazemos todos os dias, mesmo daquelas coisas que fazemos inconscientemente, mas que podem mudar tanto a nossa história.

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Retomar

É tempo de retomar. De voltar a fazer o que gosto, de partilhar alguns dos meus momentos, de voltar a fotografar, de arriscar novos caminhos.

É tempo de voltar a sorrir. Até já!

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Grão a grão

Às vezes o pior é começar. Ainda há poucos dias eu me queixava que o ritmo de leitura andava lento e depoisOrgulho-e-Preconceito ainda no mesmo mês consegui ler outro livro. Obrigo-me de certa forma a dedicar algum tempo a coisas que gosto de fazer e que me deixam um sorriso nos lábios. Para além disso, ler é uma óptima forma de combater as insónias, as minhas amigas insónias que não me largam há uns bons tempos. Este livro que li, é um clássico e chamou-me a atenção após ver o filme mais recente com o mesmo nome. Apesar de ter gostado imenso do filme, o livro é de leitura obrigatória, porque tem mais pormenores e foi através dele que compreendi melhor algumas partes do filme, que não é uma cópia exacta da obra e sim uma adaptação. O livro que tenho é da Civilização Editora e é igual ao da foto, tem a capa dura e é uma excelente compra, mesmo até para oferecer. É sobre a família Bennet com cinco filhas jovens cuja mãe procura a todo o custo arranjar-lhes bons casamentos e onde o amor surge onde menos se espera. Gostei muito.

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Partir

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O mês passado a minha avó materna faleceu. Depois de uns últimos meses muito complicados, a sua saúde foi-se debilitando até um ponto de não retorno. E um capítulo se encerrou. Desse lado da família deixou de haver referências…pelo menos a nível físico, porque a nível emocional e enquanto existir memória, elas estão cá. Procurei ler alguns textos sobre este assunto tão delicado, sobre o que se sente quando se perde pai e mãe numa tentativa de apoiar a minha mãe, mas nestas coisas não há muito que se possa fazer, para além do que já se faz: escutar, abraçar, compreender.

E no fim, mesmo no fim, sobro eu, o que sinto, o que mais poderia ter feito. Sinto-me em paz, porque nestes últimos tempos tive a oportunidade de mimar muito a minha avó, de cozinhar aquelas coisinhas doces que ela gostava e que felizmente podia comer e de a poupar a pormenores da minha vida que certamente a iriam preocupar e entristecer. Há palavras suas que guardarei para sempre e o seu amor incondicional por mim e pelos meus filhos. Sinto-me abençoada por ter tido amada assim. ❤