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O Principezinho

é um apressado.Nasceu no dia 27 de Junho, com 50 cm e 3,445 Kg.Ele está bem e recomenda-se.Eu volto com novidades, assim que me recuperar.Ai, que sono! 😉

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Tic tac, tic tac, tic tac

O tempo não pára e há dias em que os passos que dá são tão largos que os minutos parecem-me segundos.

A semana passada, o bébé quase que nasceu.Fiquei aflita.Bolas ainda faltam 7 semanas.Não quero por nada vê-lo enfiado na incubadora, longe de mim e a passar por todos os riscos que isso acarreta.Fui ameaçada com internamento, que negociei com uns dias em casa para repousar.E cá estou, consciente de que tenho que abrandar o ritmo, pelo meu filho. Não há volta a dar e entristece-me que continuem a exigir-me coisas que de momento não consigo e não posso dar.

Ainda ando nos últimos preparativos, ainda não fechei as malas, ainda me faltam 2 ou 3 coisinhas.Os pés estão inchados de manhã à noite.Custa-me conduzir e passar a ferro.

E as contracções gostaram tanto de mim, que não mais me largaram.E não sei como vai ser, não há respiração que acalme a dor, e  pelo menos mais 4 semanas assim como os médicos aconselham, é demasiado.Ui, ui…

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Felizmente choveu

Fiquei tão contente com a chuva que caiu a noite passada. Calor e grávidas são duas palavras que não combinam muito bem, por isso uns dias fresquinhos são sempre bem vindos.

De uma maneira geral, os preparativos para este bébé não foram muito diferentes dos que fiz para os 2 filhos que aqui tenho (à minha beira), mas não tive o mesmo sorriso no rosto. Penso que é normal.Há um ciclo da minha vida que ainda não se fechou.

O meu filho mais novo irá ter algo que não proporcionei aos seus irmãos, irá usar fraldas reutilizáveis.Fiz uma pesquisa exaustiva e comprei várias de marcas diferentes.Incomoda-me que uma simples fralda descartável demore 500 anos a desaparecer do meio ambiente e confesso que fiquei apaixonada pelo toque suave e pelos estampados das fraldas reutilizáveis.Evidentemente que só com o uso, poderei formar uma opinião mais concreta, e prometo que depois virei aqui partilhar a experiência.

De resto e naquilo que pude optei pela simplicidade, o facto do bébé nascer no Verão também facilita. Lembro-me perfeitamente da quantidade de coisas que comprei para o meu primeiro filho, creme para isto, creme para aquilo.Neste até isso foi reduzido. A mala da maternidade é pequena, leva apenas o essencial.

E a cada dia que passa, aproxima-se um bocadinho mais o dia em que finalmente o vou conhecer. 😉

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Dias atarefados

A gravidez deixa-me mole.Demoro imenso tempo a fazer uma simples tarefa.A barriga pesa e obriga-me a caminhar devagar, não consigo dar grandes passadas.Às vezes desanimo e penso como vou aguentar as 10 semanas que faltam para a data prevista do parto.Depois penso: talvez nasça antes, e se assim for faltam menos dias.

Tenho quase tudo pronto para o receber, este bébé chutão, o jogador de râguebi como o médico diz e é inevitável não pensar e não temer o futuro.E não me digam para não pensar nisso, é claro que penso nisso, como posso não pensar nisso… O mesmo mês, o mesmo hospital, o mesmo piso, quem sabe as mesmas pessoas.Peço apenas um desfecho diferente.

Os filhos animam-se, interagem com a barriga, levam chutos nas mãos, anseiam pela chegada do mano.

-Ó mãe, quando é que o bébé nasce?

Esta gravidez

tem sido uma gravidez de neuras.Pobre bébé que bem merecia uma mãe mais bem humorada, mas não tem sido fácil para mim gerir as emoções.Claro que há um lado de mim que está muito feliz, que delira com os chutos na barriga, que prepara o enxoval, que lê alguma coisa sobre o desenvolvimento do bébé, que pensa mentalmente nas coisas que tem que preparar.Depois há o outro lado, aquele lado que não se esquece do passado, que tem muitos receios acerca do que pode acontecer no futuro, que pensa nos riscos, naquilo que não estou disposta a passar novamente e as minhas noites são passadas com muitas voltas na cama, não durmo e não deixo dormir.Bolas!Tudo podia ser mais fácil…mas não é.

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A semana passada

foi sem dúvida muito importante, trouxe-me alguma paz de espírito e devolveu-me aquele acreditar que será desta.Sinto uma grande necessidade de mudança, de virar um ciclo menos feliz, não que me vá esquecer, mas a bem da minha sanidade mental necessito deste novo rumo na nossa família.

Tenho algum receio de escrever isto, mas sinto-me muito feliz, como há muito tempo não me sentia e tomara já Julho para ver este pilitas que carrego na barriga.

Este fim-de-semana lavei a roupa de bébé, aproveitei o bom tempo e enchi o estendal com roupa minorca.Não comprei praticamente nada, vai vestir a roupa dos irmãos, com umas peças em tons de rosa à mistura.Pode parecer um pouco cedo para esta tarefa, mas tenho sempre tantas coisas para fazer que estando esta terminada é menos uma com que tenho que me preocupar.E sinto uma certa nostalgia ao mexer em roupa tão pequenina, ainda tenho recordações de a vestir aos meus filhos.