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Caminhar no Monte

Monte
Nestes dias de frio a melhor forma de aquecer é dar uma caminhada pelo Monte.Além de fazer bem a vários níveis, estar no meio daquela natureza toda é muito apaziguador.
Monte
Se levar a máquina consigo obter fotos cheias de detalhes.Aproveito e fico em silêncio, apenas com a minha própria companhia.
G
Bem não é fácil ficar só, há sempre quem goste de se juntar a mim.

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Organizar a estufa

Estufa
Já há vários meses que a estufa pedia uma organização profunda.Depois daquele período em que apenas ia de fugida ao monte, muitas das plantas sentiram-se com a falta de cuidados e não resistiram. Outras houve que se mantiveram e até tive um caso em que ao fim de mais de um ano as sementes lá germinaram.Já sem grande esperança de sucesso, umas sementes de figo da índia originaram uns pequenos cactos, que trato agora com grande cuidado.
Monte
Posso agora voltar a tentar germinar novas sementes e até voltar à produção de forragem.Com o tempo frio sabe bem estar na estufa, o ambiente é acolhedor e há sempre o que fazer.

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Dezembro no Monte

Se eu pudesse escolher viveria no Monte.Cada vez mais, tenho este sentimento de pertencer aquele lugar e a imensa paz que aquele local me proporciona, faz-me querer ficar ali.

Em Dezembro, o Monte fica cheio de cogumelos, é preciso ter cuidado para não os pisarmos. A maior parte deles são venenosos, até ver só há uma espécie comestível.

Indiferentes ao que brota da terra, os cães correm pelo Monte como se não houvesse amanhã.

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Notícias do Monte

Patos
Com a ocupação das minhas manhãs deixei de ter tanto tempo disponível para dedicar ao monte.Às vezes temos que dar um passo para trás, para a seguir conseguirmos dar dois para a frente.Mesmo assim, os filhos mais velhos têm feito algumas coisas por ali, o que me deixa muito orgulhosa.
Mas muitos dos dias, apenas alimento os animais e rego a estufa e o que restou na horta.Faço isto sempre a olhar para o relógio, para não falhar os compromissos agendados.
Num destes dias tive uma boa surpresa.Quando me aproximei da capoeira das patas, tinham nascido 3 patinhos.Até me emocionei quando vi aquelas 3 bolinhas amarelas.As patas ficaram chocas e não correu nada bem, entretanto ficámos sem o macho e eu até tinha pensado em limpar os ninhos, porque já não via as patas a chocarem os ovos.Ainda bem que não o fiz.Um dos patinhos foi pisado e não sobreviveu, restam então dois que a vingarem são os primeiros animais que nascem no monte, após a nossa chegada.No passado, o monte era um sítio cuidado, com várias plantações de cereais, vinha e acredito que muitas gerações de animais tenham nascido ali.Não tem sido fácil levar este meu projecto para a frente, mas melhores dias virão.

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A Matilha

Max
O nosso pequenote cresceu e em breve irá para o monte.Passa a maior parte dos dias a armar confusão ou não fosse ele um bebezão em ponto grande.Dono de uma grande teimosia, avizinham-se dias trabalhosos para fazer dele um bom cão de guarda.
Betty
A minha cadela sénior suspira por algum sossego, mas isto por aqui não anda fácil.Muitos dos nossos dias parecem vindos do filme 101 Dálmatas com vários cãezinhos a correr pela casa.Tem sido trabalhoso, mas muito gratificante ajudar a Mel a cuidar dos seus filhotes.
Ninhada
E agora vem o momento difícil, mas necessário, a partida da ninhada para novos lares.Vamos ter saudades, mas é assim a vida.

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Notícias do monte

Galinhas
O tempo que tenho dedicado ao monte tem sido curto, sempre a correr, sempre com pressa, sempre com vários compromissos que não me deixam estar onde realmente gosto de estar.A horta ressente-se da falta de atenção e as ervas não dão tréguas, dava-me jeito ter alguns animais maiores para irem limpando o terreno, mas por enquanto não é possível.
O nosso galo Pintarolas morreu.Depois de tudo o que ele passou, de ter conseguido escapar ao ataque ao galinheiro e de ter sido o único a sobreviver, merecia melhor sorte.Até porque tínhamos decidido poupá-lo, mas num espaço de dois dias tudo terminou.Temos então agora toda uma nova geração de galinhas que por estes dias iniciaram a postura dos ovos.
Temos ainda um trio de gansos muito jovens, que estamos a tentar habituar à nossa presença para evitarmos as bicadas tão características.
Duas das nossas patas estão chocas e percebo agora que nestas coisas, o melhor é interferir o menos possível.Lá andámos nós com todos os cuidados, a separar uma das patas e o seu ninho e ela acabou por comer os ovos quase todos, agora sem a nossa interferência tudo parece estar a correr melhor.O pato é que por vários motivos tem os dias contados.Vida do campo.
Em casa também tivemos algumas surpresas, tivemos um “acidente” com a nossa cadela Mel e fomos recentemente avós de uma ninhada de cãezinhos. Em quatorze anos de dona de cadelas, foi a primeira vez que tal sucedeu.Por um lado é uma grande preocupação, mas por outro é uma alegria imensa e não me canso de os agarrar e viver intensamente este momento.Em breve partilharei fotos dessas ternuras.

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Passos para a frente

Estufa
Os dias têm sido atarefados.De repente há que plantar tudo e a estufa andou desarrumada. Num destes dias de chuva perdi algum tempo a organizar o caos.No Inverno tenho que colocar todas as plantas do lado direito, na Primavera tenho que as mudar todas para o lado esquerdo, por causa do calor.Quem diria que a estufa já foi uma garagem.
Entretanto, a minha vizinha da frente, uma senhora cheia de genica e conhecimento deu-me um carregamento de flores para eu fazer o jardim.É incansável, pertence a uma geração que já não se cria mais, pela circunstância dos tempos.Como uma esponja absorvo tudo o que ela me quer ensinar.
Parece-me que nos próximos dias, a estufa vai ficar novamente em revolução.

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O nosso cão

M.
Há ainda muitos dias em que sinto uma grande tristeza quando penso nas nossas cadelas que já partiram.Foram três perdas seguidas, de causas difíceis e isso fez-me tomar algumas decisões.O nosso cão da cor do chocolate foi o último que recolhi da rua, para protecção da minha matilha.Todos os próximos, serão decisões pensadas e repensadas, demoradas no tempo.
M.
Foi o que já aconteceu com este pequenote, que de pequeno vai ter muito pouco.É um Rafeiro do Alentejo e para protecção dos nossos bichos do monte, espero que tenha vindo com todas as características da raça.

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Colheita do dia

Colheita do dia
Passaram vários dias desde o último post e aconteceram tantas coisas no monte, ainda dizem que a vida do campo é calma e sossegada.Bem, por ali isso não acontece, apesar de o ritmo ser diferente do da cidade, há sempre novidades.Uma dessas novidades, foi a quantidade de ervilhas que apanhei da horta.Foi a minha primeira cultura de sucesso e claro, fiquei feliz.Depois de tantas culturas fracassadas, sabe bem ter uma (pelo menos uma) em que tudo corre bem.
Ervilhas
Tive alguns ajudantes para as descascar, mas como eram tantas, foram desaparecendo aos poucos e no final já só restava eu.Rendeu um saco com 1,200 quilogramas que optei por congelar.
Para o ano vou fazer algumas alterações, uma delas é colocar estacas mesmo nas variedades que não precisam, facilita muito o processo de arrancar as ervas daninhas (ó céus, as ervas crescem…), outra é semeá-las mais próximas umas das outras.

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Renovação

Hortelã
Têm-me oferecido várias plantas aromáticas em muito mau estado.Basicamente teriam ido para o lixo, mas tenho conseguido recuperar algumas.O seu maior problema é a falta de espaço para crescerem, são colocadas em vasos com pouco espaço para as suas raízes se alongarem e mesmo com regas frequentes, as plantas acabam por não conseguir resistir.
Esta hortelã menta encontra-se temporariamente neste recipiente improvisado e depois do corte que levou nos seus ramos, já vêm novas folhas a crescer.
Flores na estufa
Esta flor não foi recuperada por mim, mas também tem uma história semelhante.Foi recuperada por uns tios que também gostam destas coisas.Aguarda agora a sua transferência para a horta.Este ano estou decidida a plantar flores no meio dos legumes.
Vida dura
Quem também se renova com frequência é este nosso cão, que faz umas boas sestas dentro da estufa. 😉