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O mês passado a minha avó materna faleceu. Depois de uns últimos meses muito complicados, a sua saúde foi-se debilitando até um ponto de não retorno. E um capítulo se encerrou. Desse lado da família deixou de haver referências…pelo menos a nível físico, porque a nível emocional e enquanto existir memória, elas estão cá. Procurei ler alguns textos sobre este assunto tão delicado, sobre o que se sente quando se perde pai e mãe numa tentativa de apoiar a minha mãe, mas nestas coisas não há muito que se possa fazer, para além do que já se faz: escutar, abraçar, compreender.

E no fim, mesmo no fim, sobro eu, o que sinto, o que mais poderia ter feito. Sinto-me em paz, porque nestes últimos tempos tive a oportunidade de mimar muito a minha avó, de cozinhar aquelas coisinhas doces que ela gostava e que felizmente podia comer e de a poupar a pormenores da minha vida que certamente a iriam preocupar e entristecer. Há palavras suas que guardarei para sempre e o seu amor incondicional por mim e pelos meus filhos. Sinto-me abençoada por ter tido amada assim. ❤

 

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