Da minha infância

Em miúda passava grande parte do meu tempo em casa dos meus avós paternos.O meu irmão acompanhava-me, claro.Havia sempre alguma coisa para fazer, o meu avô fazia horta e tinha vários animais, uma típica casa de campo.

Lembro-me do dia em que entrou um rato para dentro de casa, mais concretamente para a sala de estar.A minha avó estava para morrer, um rato dentro de casa, eu e o meu irmão saltavamos nervosamente em cima do sofá, o meu avô, sempre muito descontraído e munido de vassoura na mão partiu à caça.Rato para aqui, rato para ali e o meu avô ía espreitando para debaixo do sofá, do móvel da sala sobre o olhar atento dos netos, até que o rato desapareceu.

Ficamos intrigados, para onde teria ido? É então que passado um momento, o meu avô vira-se para nós e diz está aqui.No meio daquele espreitar para debaixo do sofá e móvel, o rato entrou pela camisa do meu avô e ficou ali muito sossegadinho.O meu avô mesmo no Verão usava camisola interior de alças e a camisa por cima, motivo pelo qual não se apercebeu logo da presença do roedor.Só mesmo o meu avô para continuar descontraído numa situação destas, ele era assim, calmo.

(Saudades do meu avô).

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