A Maleta Mágica

Gosto de estar presente nas reuniões escolares.Os filhos passam por várias fases.Fases em que contam tudo o que se passa na escola, fases em que não contam nada, fases em que contam apenas o que lhes interessa.As reuniões da sala dele servem para eu perceber quem é ele naquele ambiente, como se comporta e reage a determinadas situações.Como todos, é melhor numas coisas e menos bom noutras.Esforça-se por viver a vida ao máximo e aos seis anos, isso é de louvar.Lá virá o tempo em que ele terá que dar o seu melhor.

Nós, pais fomos “apresentados” à maleta mágica nessa reunião.A educadora R. criou com os meninos da sua sala uma maleta decorada a preceito, cheia de imagens de histórias lá dentro.O objectivo consiste em escolher várias imagens e contar uma história a partir daí.Nada de excessivamente elaborado, a maleta apenas dorme uma noite em casa de cada um.

O filho não participou tanto como eu gostaria, mas aqui fica a história que eu inventei para um conjunto de imagens que seleccionei da maleta.Inspirei-me no meu livro de culinária preferido, o Legumes Sem Desculpas do Henrique Sá Pessoa e Fernando Póvoas.Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência.

Esta é a história do Bino Ladino, um menino que adorava legumes. Bino vivia numa pequena casa de telhado vermelho, onde existia um pequeno jardim e uma horta toda janota.

Na horta havia tomates grandes e vermelhos, cenouras muito crescidas e couves de folhas vistosas. O Bino costumava ajudar o seu pai, o Senhor José Ladino, a cuidar da horta. Enquanto o pai arrancava as ervas daninhas que insistiam em nascer naquele pedaço de terra, o Bino pegava no regador e deitava água em tudo o que estivesse com sede. Até o caracol se esticava para beber daquele repuxo.

O cão da Família Ladino, o Salpicadinho, adorava seguir os donos no jardim. Se o deixassem abria buracos a grande velocidade e corria atrás das borboletas que por ali pousavam nas flores.

Bino admirava o crescimento dos legumes, olhava para eles e imaginava a bela sopa que aquelas cenouras dariam. E os tomates? Imaginava-os cortadinhos às rodelas numa tigela com queijo fresco.

-Bino, hoje tenho uma surpresa para ti. – gritava a mãe, Romina Ladino, da janela.

-O que é mãe? O que é? – perguntava o Bino todo curioso.

-Hoje fiz um lanche especial, queques de bróculos e bolo de cenoura e courgete.

Bino nem queria acreditar.A sua mãe sabia muito bem como o podia mimar.

-Vou convidar a minha amiga Tina Saparica para vir cá lanchar.

Tina deliciava-se sempre com os lanches da Dona Romina, ela fazia sempre bolos tão cheios de cor.

Outros dias houve, em que a Dona Romina Ladino cozinhou os legumes que o Bino tanto gostava, mas ainda hoje ele se recorda daquele dia em que a sua mãe lhe fez o lanche especial.”

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