Ratatouille

“No dia seguinte saiu a crítica.

“De certo modo o trabalho dos críticos é fácil.Arriscamos muito pouco, mas apreciamos estar acima daqueles que nos presenteiam com o seu trabalho e se oferecem para ser avaliados.Incidimos sobre as críticas negativas, o que é divertido de escrever e de ler.Mas a dura realidade que os críticos têm de enfrentar é na verdade que as refeições medianas são provavelmente mais importantes do que aquilo que admitimos nas nossas críticas.Mas existem momentos em que um crítico realmente arrisca, da descoberta e defesa das coisas novas.O Mundo costuma ser duro com os novos talentos e com as novas criações.O novo precisa de amigos.Ontem à noite passei por uma experiência nova.Uma refeição extraordinária, de uma fonte única e inesperada.Dizer que tanto a refeição como o criador alteraram a minha concepção sobre a arte culinária não podia estar mais correcto.Os meus alicerces foram abalados.No passado todos sabem que pûs em causa o lema do famoso Chefe Gusteau: qualquer um pode cozinhar, mas só agora percebo aquilo que ele realmente queria dizer.Nem todos podem ser grandes artistas, mas um grande artista pode surgir em qualquer lado.Também é díficil imaginar as origens mais humildes do que aquelas do génio que cozinha no Gusteau’s, que é na opinião deste crítico nada mais do que o melhor chefe de França.Vou regressar em breve ao Gusteau’s onde irei comer e chorar por mais.”  in filme Ratatui, diálogo de Anton Ego

Desde que a tia S. lhe ofereceu o filme Ratatui, que o temos visto vezes sem conta.Ao contrário de muita gente o Anton Ego é o meu personagem favorito.

Gosto particularmente quando ele se rende aos cozinhados do Remy.É um excelente filme, que não me canso de ver e dei por mim muitas vezes tentada a provar um ratatouille daqueles, com óptimo aspecto e pelos vistos delicioso. Prometi lá em casa que um dia destes faria ratatouille, talvez não tão fiel aquele, mas parecido. Ficou assim:

Ingredientes:

 

1 beringela pequena

1 courgette

2 batatas doces pequenas

2 batatas pequenas das farinhentas

2 tomates chucha

meia cebola

2 dentes de alho

azeite q.b.

polpa de tomate q.b.

oregãos q.b.

sal q.b.

papel vegetal

 

Preparação:

 

Comecei por lavar a beringela, cortá-la ao meio e depois cortar as metades em finas fatias.Coloquei num recipiente com muito sal durante uma hora.Dizem que é o segredo para a beringela não amargar.Entretanto escolhi um pirex e cortei um pedaço de papel vegetal de forma a cobrir o pirex no momento de ir ao forno.Lavei, descascei e cortei em finas fatias a courgette e as batatas. Os tomates apenas lavei e cortei em fatias.

Descascei a cebola e os alhos, lavei-os e triturei-os com a varinha mágica num decilitro de azeite.Após o período de uma hora, passei a beringela por água para retirar todo o sal.

 

Comecei então a preparar o ratatouille, forrei o pirex com a polpa de tomate, adicionei a mistura do azeite, cebola e alho e depois fui colocando camadas de fatias de vegetais. Primeiro a beringela, depois a batata doce, seguido da courgette e da batata normal, e finalmente o tomate.Reguei com azeite, polvilhei com umas pedrinhas de sal e salpiquei com óregãos. Coloquei o papel vegetal por cima e levei ao forno durante uma hora a 150º.

 

Gostámos imenso.É uma óptima forma de comer legumes, sem dar por eles.Quero voltar a experimentar com abóbora e pimento, tal como a receita original deste prato.

Acompanhei com carne picada e um quadrado de queijo de cabra…e foi de comer e chorar por mais! 🙂

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